UM POUCO SOBRE A MINHA HISTÓRIA
O Sorriso que Acolhe a Vida (E a Encontra Vestida de Amor Próprio)

E então, ela sorriu. Um sorriso que não era pose, mas sim plenitude. Nunca esteve tão linda, porque a beleza, agora, vinha de dentro, radiante e sem esforço. Ela faz desse sorriso o seu ritual matinal: uma reverência à existência, o convite mais sincero para deixar a vida entrar.
Sua alma, maior do que nunca, se enche com o entusiasmo de quem aprendeu a arte de namorar a própria trajetória. Não é mais sobre esperar, mas sobre ir. Ela trocou olhares com a vida e se sentiu pronta para conquistá-la a cada novo dia, em uma dança de descobertas e afeto.
A maior de suas revoluções aconteceu em silêncio. Ela descobriu o amor-próprio guardado, não em um cofre externo, mas na gaveta secreta do seu autoconhecimento. E, ah, como ela veste bem! Esse amor lhe cai perfeitamente, tornando-a mais bonita, mais real, mais repleta de vida.
Agora, sim, ela está completa. Não por preenchimento externo, mas por convicção interna. Ela se sente inteira, pronta para transbordar.
Houve um tempo em que as palavras falhavam, e o “eu te amo” parecia preso na garganta. Mas ela não precisou se apressar. Foi o tempo, com sua sabedoria gentil, que se declarou primeiro. Ele sussurrou: “Eu te amo,” e ela pôde, enfim, responder: “Eu também.” Um amor que surge da reciprocidade e da paz.
E com essa certeza, ela sai para o mundo. A noite veste seu melhor vestido preto, e a sua taça, o vinho. Ela se permite dançar na certeza de que pode ir a qualquer lugar, pois leva a segurança e a liberdade no próprio passo.
Ela é a própria casa, a própria festa, o próprio amor. E quando a vida nos veste de autoconfiança, não há horizonte que nos impeça de sorrir, transbordar e dançar.









