O Charme Secreto da (Falsa) Modéstia

Há quem aposte todas as fichas na beleza que salta aos olhos, um presente que a natureza distribui com seus próprios critérios. Há quem dance ao ritmo contagiante da simpatia, um ímã de almas que ilumina qualquer ambiente. E há, ainda, quem mergulhe fundo nos oceanos da cultura, exibindo um saber que a tudo enriquece.

Mas e eu? Ah, eu… eu tenho a sorte de carregar as três. Um privilégio que me fez ver além do óbvio. Percebi que, diante de tamanha abundância, era preciso encontrar um novo ponto de equilíbrio, um toque final que adornasse todas essas qualidades.

E foi assim que encontrei, no jardim secreto da alma, a mais sutil das armas: a modéstia.

Sim, a modéstia. Não aquela que se esconde ou se diminui, mas aquela que sorri por dentro, que reconhece o próprio brilho sem precisar de holofotes externos. É a arte de saber o que se tem, de valorizar cada dom, e ainda assim, escolher a leveza de não ostentar.

É um truque de mágica, uma ironia gentil que me permite navegar pelos mares da vida com a vela içada e o sorriso nos lábios. É a certeza de que, sim, há valor na beleza, calor na simpatia e profundidade na cultura. Mas a modéstia? Ah, a modéstia é a cereja do bolo, o toque final que harmoniza tudo.

É um lembrete sussurrado: não é sobre o que se exibe, mas sobre o que se é. E quando se é tudo isso e ainda se escolhe a singeleza, a vida se revela ainda mais interessante.

A modéstia, afinal, é a minha carta na manga, o meu charme secreto. Um convite discreto para que o mundo descubra, por si só, todas as outras qualidades que nela habitam. E isso, convenhamos, tem um poder todo especial.

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