A Dança Constante: Ser, Mudar e Ser Mais Eu

Ela existe em um movimento incessante, uma dança com a própria essência que a convida a ser sempre mais. A mudança não a assusta; pelo contrário, é seu combustível, o sopro que a mantém viva, pois é nesse fluxo que ela reencontra a si mesma, a cada novo amanhecer. Algo em seu interior se recusa à estagnação, à cópia exata do ontem. Há um grito silencioso por aprimoramento, por um novo saber, uma nova paisagem para os olhos curiosos.

Cedo, ela dispensou as bonecas por um universo de livros, onde cada página era uma porta para um mundo novo. A curiosidade foi sua bússola, e ao se deparar com uma parede, sua primeira reação era buscar a fresta, a passagem que a levaria além. O novo a provoca ao riso, um riso leve e despretensioso, a melodia de quem abraça a descoberta sem reservas.

Nunca se negou a entrar em um território desconhecido. É um movimento crescente, bonito de se ver, de quem anseia pela melhor versão de si, por uma vida que vibre em alta intensidade. O cheiro do inexplorado, a tessitura de pessoas diferentes, o abraço de um novo lugar… Os olhos, antes habituados, logo se ajustam, se abrem, se encantam novamente.

Enquanto o mundo ao redor se preocupa em julgar, em apontar, ela simplesmente continua andando. Sem alarde, sem justificativas. Não demora, e ela já é uma mancha no horizonte, distante da mesmice daqueles que escolheram a inércia. Ela aprendeu a honrar a própria jornada, a valorizar cada curva e cada solavanco da estrada que ficou para trás. O passado, ah, o passado é uma fotografia, belamente emoldurada, mas presa nas paredes do tempo. É lembrança, não corrente.

Porque a vida que pulsa dentro dela é um brado. Ela precisa sentir a vida escorrendo por cada poro, em cada batida do coração, e dar boas e altas gargalhadas que ecoem em sua alma. Com essa velha e fiel amiga, a liberdade.

E assim, ela surge… diferente. Mais risonha, talvez um pouco mais boba, uma doçura desarmante que se revela em um insistente e bobo sorriso. Ela sorri mais. Sorri por tudo. Um sorriso que é o mapa da sua mais pura existência: a de alguém que abraçou a mudança para, finalmente, ser inteiramente ela. E ser feliz.

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